O P-DTR é uma técnica relativamente recente dentro da terapêutica manual e neuromuscular
Fundador
- Foi desenvolvida pelo médico Dr. José Palomar, cirurgião ortopédico mexicano, no início dos anos 2000.
- Palomar começou por trabalhar em cirurgia, mas interessou-se profundamente pela neurofisiologia e neurologia funcional. Ele procurava uma abordagem que fosse além da estrutura (ossos, músculos, articulações) e que integrasse o sistema nervoso central como o grande regulador do movimento e da dor.
Inspirações
- O P-DTR bebe muito de conhecimentos da neurologia clínica, da cinesiologia aplicada e de técnicas manuais (como osteopatia e quiropraxia).
- Mas a inovação de Palomar foi usar os receptores periféricos (cutâneos, musculares, articulares, viscerais, etc.) como portas de entrada para reprogramar o sistema nervoso central.
Primeiras descobertas
- Enquanto estudava reflexos neurológicos, Palomar percebeu que muitos padrões de dor e disfunção não vinham apenas de lesões mecânicas, mas de respostas reflexas alteradas.
- Ele testava estímulos cutâneos e tendinosos em pacientes e notava que certas combinações de toques e testes de resistência podiam “resetar” padrões disfuncionais.
- Isso levou à criação do protocolo P-DTR, baseado em:
- Identificar um receptor alterado
- Recriar o estímulo que gera a resposta anómala
- Corrigi-lo através de estímulos proprioceptivos e reflexos tendinosos
Expansão internacional
- A partir de 2005–2010, começou a ensinar o método fora do México, especialmente nos EUA e Europa.
- Hoje o P-DTR é ensinado em módulos avançados em vários países, aplicado por fisioterapeutas, osteopatas, quiropráticos e médicos.
O que distingue o P-DTR
- É a primeira técnica neuromuscular que trabalha diretamente com receptores periféricos e reflexos como ferramenta terapêutica.
- Não trata apenas músculos ou articulações, mas a forma como o cérebro interpreta a informação sensorial.
- É usada para dor crónica, limitações de movimento, sequelas de trauma, instabilidades e até sintomas funcionais.
O P-DTR nasceu da curiosidade clínica do Dr. José Palomar, que queria ir além da visão biomecânica e estrutural. Ele desenvolveu uma linguagem prática para “conversar” com o sistema nervoso, usando os próprios reflexos como ferramenta de diagnóstico e tratamento.
Está técnica está incluída nos meus treinos a partir de outubro de 2025.